domingo, 26 de fevereiro de 2017

UM JEITO TRANQUILO DE MATAR – Chester Himes


Há tempos eu queria ler um livro de Chester Himes, um dos autores “clássicos” de romances policiais que eu ainda não conhecia. O que primeiro chama a atenção nesse autor é a sua biografia: aos 19 anos, foi condenado a 25 anos de prisão por assalto a mão armada. Começou a escrever na prisão. Só esse fato já desperta a curiosidade: um autor de livros policiais que passou boa parte da vida detrás das grades certamente deve ter coisas interessantes a dizer.

Contudo as primeiras páginas de “Um Jeito Tranquilo de Matar” não são muito promissoras: o livro começa com uma briga de bar com direito a facadas, machadas e tiros, com um nível de violência tão elevado que eu pelo menos achei que a história seria uma mera sucessão brucutu de pancadarias sem sentido... ledo engano!

Pois logo depois desse susto inicial começamos a perceber as intenções e a profundidade da visão do autor. A violência não é gratuita: tem o propósito de denunciar as agressões muito mais severas do racismo. É muito raro encontrar um romance policial com algum tipo de mensagem social. E o melhor de tudo é que a história em si funciona e atende a todos os critérios de um bom romance policial.

A reflexão extra que essa leitura me proporcionou foi o do quanto livros policiais, de suspense, terror etc. têm o propósito de chocar o leitor. Algumas cenas desse livro são fortes ainda hoje, que dirá em 1959 nos Estados Unidos, quando a obra foi publicada! Por outro lado, essa meta de chocar o leitor me parece cada vez mais difícil de ser atingida no mundo cada vez mais louco em que vivemos!


\\\***///


ESCRITORES PERGUNTAM, ESCRITORES RESPONDEM
Escrever para quê? 
Doze escritores dos mais diversos estilos e tendências, cada um de seu canto do Brasil, reunidos para trocar ideias sobre a arte e o ofício de escrever. O resultado é este livro: um bate-papo divertido e muito sério, que instiga o leitor a participar ativamente da reflexão coletiva, investigando junto com os autores os bastidores da literatura moderna. Uma obra única e atual, recomendada a todos os que amam o mundo dos livros.
Disponível no link abaixo, leia e compartilhe:

http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5890058

NEVE – Orhan Pamuk



O que primeiro me interessou na leitura desse livro foi o fato do autor, Orhan Pamuk, ter sido laureado com o Nobel de Literatura em 2006. Depois que comecei a ler, vi que o livro é uma bela oportunidade de conhecer um pouco sobre o islamismo e os conflitos a ele associados. Mas o grande proveito que tirei de “Neve” foi mesmo o mergulho nas emoções e motivações de um poeta em pleno processo de criação!

O livro é escrito com muita sensibilidade e criatividade, com o uso de recursos como saltos temporais na narrativa e a inclusão do próprio autor como personagem. A narrativa tem um sabor inegavelmente “estrangeiro”, fora do padrão a que eu pelo menos estou mais acostumado, o que por momentos foi muito interessante, mas que também torna a leitura um pouco cansativa às vezes. E os assuntos abordados também ajudam a provocar essa estranheza: boa parte da história gira em torno de jovens que se suicidam porque o governo as proíbe de usar o manto em escolas e outros locais públicos...

Esse livro trará deleite especial para poetas e para os que amam a poesia. O autor coloca de forma muito vívida o processo de “inspiração poética”, quando o poeta “ouve” o poema, mais do que o cria, a ponto de ter a sensação de que simplesmente foi o anotador do poema. Senti isso muitas vezes, graças à Musa! Bem diferente é o processo da prosa, que exige um trabalho disciplinado e até meio burocrata, “de sentar para escrever todos os dias à mesma hora”, como bem coloca o autor.


Uma bela e inspiradora leitura, muito atual! 


\\\***///


MANIFESTO – Mensageiros do Vento!

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine que esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590


O JARDIM DE OSSOS – Tess Gerristsen


Bem legal esse “suspense médico”, que começa de forma despretensiosa, mas vai aos poucos capturando a atenção do leitor.

A narrativa se divide em duas linhas temporais, uma em 1888 e a outra nos dias atuais. O evento que liga as duas histórias é a descoberta de um esqueleto enterrado há mais de 100 anos no jardim de uma casa, com todos os indícios de um assassinato. Isso leva a protagonista Julia Hammil a investigar uma série de crimes ocorridos no século XIX e atribuídos ao “Estripador de West End”.

Esse é o primeiro livro que leio nessa categoria de “suspense médico”, em que considerei marcantes as descrições bem detalhadas de autópsias e outros procedimentos médicos. Por outro lado, é bem marcante a “feminilidade” na narrativa, pois tudo é narrado muito pelo ponto de vista feminino. Uma combinação bem inusitada, mas que deu certo!


O que chamou mais a minha atenção foi a descrição dos procedimentos médicos do século XIX, totalmente incorretos à luz dos conhecimentos de hoje, somada à incrível arrogância dos médicos, que prescreviam sangrias a três por quatro e saíam de uma dissecação de cadáver feita a mãos nuas direto para a sala de parto... sem lavar as mãos! De lá para cá o conhecimento médico avançou um pouco, mas a arrogância continua a mesma! O que me lembra de um amigo querido, que sempre diz que nossa medicina ainda é medieval... e cada vez mais concordo com ele! O futuro mostrará....


\\\***///


A MARCA – Fabio Shiva

Um intrigante conto de mistério e assassinato que tem como pano de fundo a saga dos Anunnaki... “A MARCA” foi originalmente publicada em “REDRUM – Contos de Crime e Morte” (Caligo Editora, 2014), sendo um dos sete contos selecionados para a antologia. Em 2016 a história foi republicada no livro duplo de contos “Labirinto Circular / Isso Tudo É Muito Raro”, de Fabio Shiva (Cogito Editora). E agora está disponível aqui. Boa leitura!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5825862
 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O INIMIGO SECRETO – Agatha Christie



Dois jovens amigos, Tommy e Tupence, se reencontram após a Primeira Guerra e, sem vintém, decidem abrir uma firma de aventureiros. É o suficiente para iniciar uma série de aventuras mirabolantes com incríveis coincidências, onde o jovem casal acaba sendo contratado para o serviço secreto, a fim de recuperar um documento que exporia a falsidade do governo inglês, e assim enfrentam os criminosos mais perigosos do mundo, reunidos, que são facilmente sobrepujados pela superior fibra moral britânica... tudo para evitar o colapso comercial da sociedade e o mal supremo de uma greve geral!

Peguei um punhado de livros de Agatha no sebo para reler. Esse veio por engano, pois eu sempre detestei suas histórias de espionagem. Como já estava comigo, resolvir reler. Tive bons aprendizados, pois li com essa intenção mesmo. Resumindo:

1) A ingenuidade de Agatha – eu sempre achava intrigante Agatha ser tão “maliciosa” em seus romances policiais e tão “ingênua” nos livros de espionagem. Nessas releituras em série que venho fazendo tive a percepção de que as histórias de assassinato também não deixam de ser bidimensionais, uma vez que muito pouco se explora as emoções dos personagens diante de evento tão chocante quanto a morte violenta de alguém próximo. Só que na história policial existe o jogo de adivinhar o assassino, e o jogo é que está acima de tudo.

2) Coincidências – logo no começo do livro Agatha afirma algo como: “depois que a primeira coincidência acontece, elas costumam se seguir com uma frequência espantosa”. Acredito por experiência própria nessa afirmação, que inclusive é o tema central de “A Profecia Celestina” de James Redfield, escrito décadas depois de “O Inimigo Secreto”. Só que o que vale na vida real, curiosamente, pode não funcionar na ficção. Coincidências incríveis acontecem no dia a dia e causam maravilhamento, mas em um romance despertam  algo próximo da indignação... é muito curioso isso!

3) Patriotismo – muito do apelo da história, ao menos para o público britânico, deve ter sido o casal de protagonistas que são propagandas ambulantes de como os ingleses são melhores que todos os outros povos... O cinema e a literatura norte-americana estão repletos desse tipo de ufanismo. Isso me provocou, como escritor: fiquei com vontade de escrever uma história louvando o brasileiro “que não desiste nunca”, esse filho da “Pátria do Evangelho” (livro de Chico Xavier) etc. Mas percebi que não tenho vocação para isso. Primeiro, porque percebi que meu primeiro sentimento ao pensar em minha brasilidade é a vergonha de nossa indulgência com a corrupção. Temos tantos políticos corruptos porque está impregnado na consciência do brasileiro a noção de “levar vantagem”. Em segundo lugar, considero (como Einstein) o patriotismo uma espécie de doença infantil da humanidade, como o sarampo. Quando evoluirmos um pouco perceberemos nossa condição de terráqueos, acima dessas pequenas diferenças nacionais. Assim espero!

Ou seja, acho esse livro fraquinho que só... recomendado apenas para uma criança nerd muito inteligente (para curtir um romance que se passa há 100 anos atrás) e ao mesmo tempo muito inocente (para vibrar com as aventuras quixotescas) com uma noção nula de política (para que o extremo conservadorismo e ignorância política de Agatha não estraguem sua diversão). Será que essa criança existe?


Mas não gostar do livro não me impediu de fazer uma boa leitura dele!


\\\***///



ESCRITORES PERGUNTAM, ESCRITORES RESPONDEM
Escrever para quê? 
Doze escritores dos mais diversos estilos e tendências, cada um de seu canto do Brasil, reunidos para trocar ideias sobre a arte e o ofício de escrever. O resultado é este livro: um bate-papo divertido e muito sério, que instiga o leitor a participar ativamente da reflexão coletiva, investigando junto com os autores os bastidores da literatura moderna. Uma obra única e atual, recomendada a todos os que amam o mundo dos livros.
Disponível no link abaixo, leia e compartilhe:
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5890058
 

UM ASSASSINO ENTRE NÓS – Ruth Rendell


Genial, genial, genial!

Li esse livro pela primeira vez há uns cinco anos, quando eu havia acabado de escrever meu primeiro romance, o policial “O Sincronicídio”. Nessa primeira leitura, me senti muito agraciado, pois os dois livros têm em comum o fato de anunciarem nas primeiras linhas um acontecimento central na história, que só se dará ao final do livro. Na época cheguei a ser criticado por um dos editores a quem apresentei o original do livro. Ele queria publicar o meu livro, na condição de que eu abrisse mão dessa revelação logo no primeiro capítulo. Recusei terminantemente, mas é claro que fiquei um pouco ansioso, afinal aquele era meu primeiro livro. E então chegou a leitura de “A Judgement in Stone” (li no original da primeira vez), como uma benção, sinalizando: “acredite na sua voz, siga em frente!” (Felizmente pouco depois o meu livro foi lido pela querida Bia Machado, da Caligo Editora, que decidiu publicar “O Sincronicídio” – sem alterações).

Cinco anos depois, encontrei em um sebo “Um Assassino Entre Nós”, dessa autora que tanto admiro, Ruth Rendell (dela já li também o fabuloso “Carne Viva”, no qual se baseou o filme “Carne Trêmula” do Almodóvar). Não me toquei que era o mesmo livro que eu havia lido anos antes, com o título de “Um Julgamento na Pedra” (ou algo assim). E que bom, pois isso me deu a oportunidade de mergulhar novamente nessa trama perfeitamente urdida.

Esse livro é tão bem escrito que nos convence de que a história aconteceu mesmo. Excelente ritmo, personagens bem concebidos e um suspense que deixa o leitor grudado na leitura até a última página.

Essa segunda leitura me foi muito proveitosa, pois possibilitou perceber algumas das técnicas utilizadas pela autora.


Recomendadíssimo!


\\\***///



A MARCA – Fabio Shiva

Um intrigante conto de mistério e assassinato que tem como pano de fundo a saga dos Anunnaki... “A MARCA” foi originalmente publicada em “REDRUM – Contos de Crime e Morte” (Caligo Editora, 2014), sendo um dos sete contos selecionados para a antologia. Em 2016 a história foi republicada no livro duplo de contos “Labirinto Circular / Isso Tudo É Muito Raro”, de Fabio Shiva (Cogito Editora). E agora está disponível aqui. Boa leitura!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5825862
 
 

O DIABO NO PORTA-MALAS – Marcos Rey


Simplesmente não resisto a um livro da Coleção Vaga-Lume! E quando é do Marcos Rey, então! Um autor que me marcou profundamente, enquanto leitor e também enquanto escritor.

Nesse “O Diabo no Porta-Malas” ele segue seu estilo clássico, de contar uma história de forma simples e honesta, sem frescuras e sem pretensões, mas com muita técnica e conhecimento da boa arte de contar histórias.

Talvez por não ser mais o guri que ficou com medo de dormir após ler “Mistério no Cinco Estrelas”, achei o mistério da identidade do assassino meio óbvio demais... e também fiquei um pouco grilado com uma pontinha de preconceito do autor contra o candomblé... será que esse preconceito é tipicamente paulistano? Ou será que isso é puro preconceito meu?


Em todo caso, viva, viva, viva Marcos Rey!


\\\***///



MANIFESTO – Mensageiros do Vento agora no Recanto das Letras!

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine que esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590


domingo, 22 de janeiro de 2017

CAI O PANO – Agatha Christie


“Cai o Pano” (Curtain), a aventura definitiva de Hercule Poirot, foi escrito durante a Segunda Guerra, quando Agatha temia por sua vida e desejava dar um desfecho digno aos seus dois personagens mais icônicos (Poirot e Miss Marple, para quem escreveu na mesma época “Um Crime Adormecido”). Os dois livros ficaram décadas no cofre de um banco. Em 1974, ao perceber que não conseguia mais escrever, Agatha resolveu lançar “Cai o Pano”. Foi o último livro publicado durante a vida da autora.

Li esse livro pela primeira vez há muitos anos, leitura que foi adiada ao máximo e cercada de grandes expectativas. Confesso que chorei de emoção, lamentando o fim de Poirot!

Hoje, tempos depois, decidi afinal reler essa obra marcante. Não me despertou a mesma emoção, mas trouxe renovados aprendizados: é muito interessante observar como Agatha Christie se tornou a Rainha do Romance Policial, graças a artifícios muito interessantes. Em momento algum ela chega a quebrar as “sagradas” regras do romance de mistério, mas em seus melhores momentos (como em “Cai o Pano”) ela expande completamente a interpretação dessas regras, de forma muito astuciosa, a ponto de conseguir enganar o leitor repetidas vezes. Malandragem pura! Algo totalmente inesperado em uma respeitável dama inglesa!

Esse livro é muito bom, mas só recomendo que seja lido por quem já leu no mínimo uns 40 livros de Agatha! Pois será melhor saboreado pelos que já amam Poirot e suas pequenas células cinzentas...




\\\***///


A MARCA – Fabio Shiva

Um intrigante conto de mistério e assassinato que tem como pano de fundo a saga dos Anunnaki... “A MARCA” foi originalmente publicada em “REDRUM – Contos de Crime e Morte” (Caligo Editora, 2014), sendo um dos sete contos selecionados para a antologia. Em 2016 a história foi republicada no livro duplo de contos “Labirinto Circular / Isso Tudo É Muito Raro”, de Fabio Shiva (Cogito Editora). E agora está disponível aqui. Boa leitura!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5825862

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

CEM GRAMAS DE CENTEIO – Agatha Christie


Que alegria descobrir um livro de Agatha Christie que eu ainda não havia lido! Uma leitura deliciosa como um belo chá inglês com torradas e geleia... e um pouco de veneno, é claro!

Uma aventura de Miss Marple, com direito a uma sequência de assassinatos inspirados em uma canção infantil, bem no estilo de Agatha.

Achei relativamente fácil descobrir a solução, mas talvez isso se deva apenas ao fato de já ter lido por volta de 80 livros da mesma autora, alguns duas e até três vezes, sendo que essas releituras foram feitas como estudo, buscando o aprendizado sobre a construção de uma trama policial, mais que a diversão em si. O que não quer dizer que eu não tenha me divertido, e muito!


É sempre muito bom observar a maestria com que Agatha exibe todas as pistas para o leitor, sempre cuidando de apresentar um despiste... Embora hoje eu goste mais de outros escritores policiais, no quesito “jogo do detetive” Agatha Christie é mesmo inigualável! 



\\\***///


A MARCA – Fabio Shiva

Um intrigante conto de mistério e assassinato que tem como pano de fundo a saga dos Anunnaki... “A MARCA” foi originalmente publicada em “REDRUM – Contos de Crime e Morte” (Caligo Editora, 2014), sendo um dos sete contos selecionados para a antologia. Em 2016 a história foi republicada no livro duplo de contos “Labirinto Circular / Isso Tudo É Muito Raro”, de Fabio Shiva (Cogito Editora). E agora está disponível aqui. Boa leitura!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5825862

sábado, 7 de janeiro de 2017

Happy Hour de autógrafos - Márcio Brandão e Fernando Tanajura


MÁRCIO DE OLIVEIRA BRANDÃO – HAIKU A ARTE DE UMA FILOSOFIA POÉTICA 

Márcio Brandão nasceu em Salvador, Bahia. Formado em Comunicação Social pela Unifacs com especialização em Relações Públicas no ano de 1995, sempre teve uma queda pela cultura e literatura. À frente de um papel sempre pegava uma caneta e escrevia algo. Hábito que já existia desde a adolescência onde seus versos já afloravam com as paixões e sentimentos. 

Aos dezesseis anos conheceu o Yôga, filosofia de vida oriental da qual nunca mais se separou, aos dezenove já era instrutor. Um yôgin convicto, continua suas práticas até hoje. Paralelo a isso levou sua vida em cursos e especializações na área da comunicação e outras afins. 

Ao se formar em Comunicação Márcio fez alguns projetos empresariais e artísticos, dentre eles os destaques foram para um voltado para qualidade em atendimento ao cliente e outro que lhe rendeu a aprovação na “Lei Rouanet” voltado para o teatro. Foi trabalhando para o Estado da Bahia no Poder Judiciário, como Assistente de Comunicação, que teve condições de manter sua vida com maior estabilidade, profissão que exerceu por oito anos 

“Haiku – A arte de Uma Filosofia Poética” é sua primeira obra e segundo ele não para por aí, já há novas ideias brotando e uma já foi escolhida para poder desenvolvê-la. Brevemente virá mais uma novidade. 

Não é difícil ver alguns de seus tercetos em redes sociais como twitter ou instagram. Por sinal foi pelo twitter que começou a publicar seu haiku e com toda a receptividade de seus seguidores deu continuidade e assim hoje está com essa nova obra literária à disposição do público. 





FERNANDO TANAJURA - LIVRO DAS TROVAS 


Fernando Tanajura nasceu em Nazaré das Farinhas, no Recôncavo Baiano. De lá saiu pelo mundo: Salvador, Rio de Janeiro, Washington, D.C. e Nova York foram lugares especiais para ele, onde praticou a arte e a experiência de bem viver. Estudou, trabalhou, amou, viveu e escreveu sem parar.

Descompromissado em se vincular a uma carreira literária, Fernando não frequentou nenhum curso de literatura. Pelo contrário, cursou faculdade de Ciências Contábeis e de Administração de Empresas, profissões que exerceu ao longo de sua carreira de trabalho no Rio de Janeiro e em Nova York. 

Autodidata, Fernando Tanajura publicou os livros de poesia: Retratos (1990), Coisas do coração (1993), Cântico das rosas (1997) e Dos beijos (1999). Também escreveu a peça para teatro A vaca (1982), que lhe valeu o prêmio montagem pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, encenada na Sala do Coro do Teatro Castro Alves (Salvador – BA) e a peça infantil O macaco astronauta (1998), encenada em espanhol, El mono astronauta, no teatro FEDEE, em Nova York. 

Constante colaborador de publicações de língua portuguesa em Nova York (NY), Newark (NJ) e Boston (MA), Fernando também é presença frequente nos sites de poesias da internet, especialmente Recanto das Letras (www.recantodasletras.com.br), Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br) e Poesia Pura (www.poesiapura.com). 




CONVITE

ONDE: Livraria LDM, Shopping Paseo Itaigara. Rua Rubens Gueli, 135 -  Salvador BA.

O QUÊ: "Happy Hour" de autógrafos dos livros HAIKU, de Márcio Brandão e LIVRO DAS TROVAS, de Fernando Tanajura.

QUANDO: 14/01/2017 - sábado - das 17 às 21hs.

TELEFONE: 71 3012 6741

O Shopping fica em frente à Marginal da Avenida Antônio Carlos Magalhães.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...